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patriciamelo92

Estima Pra Tomar Homem Difícil

Nascido No Vidigal, Patrick Lourenço é Expectativa No Boxe Peso Suave


De tempos em tempos, os índios tupi-guaranis, que habitam o centro-sul do Brasil, deixam a aldeia onde estão acordados e seguem para o leste, em procura da Terra sem Males - um território onde, segundo a tradição, não existe morte. Conta um relato antropológico da primeira década do século XX que, certa vez, um dos índios mais velhos da tribo desatou a lacrimejar e não parou mais.


Ele havia sonhado que o grupo devia abandonar de imediato a aldeia. O sentimento do velho com a proximidade da partida fez com que todos se comovessem e chorassem juntos. A choradeira, de horas a fio, teve conotação de despedida, contudo também foi sinal de solidariedade e integração do grupo. Do ponto de vista fisiológico, as lágrimas comovidas dos tupi-guaranis são quase as mesmas que você despeja quando está cortando uma cebola e fica com os olhos irritados. Elas não passam de gotinhas produzidas pela glândula lacrimal e criadas por três camadas: uma película de gordura, mais externa, envolvendo o recheio de água, que fica a respeito um filete de muco.


São deste modo assim como as lágrimas lubrificantes ou basais, que servem pra umedecer, nutrir e limpar a córnea, fabricadas em uma média de um ou dois microlitros por minuto (um microlitro equivale a 1 litro dividido por um milhão). No entanto há alguma diferença entre as lágrimas com função lubrificante, as que surgem como reflexo a um cisco, e as lágrimas emocionais, como as derramadas pelos índios? Sim, há. O que mais intriga os cientistas em nossos dias é pontualmente este terceiro tipo, exclusivo dos seres humanos: as lágrimas que são vertidas quando choramos para expressar qualquer sentimento.


Ao contrário das basais e das reflexas, que têm um propósito bem definido, tais lágrimas não trazem nenhum privilégio especial pra córnea ou pra superfície ocular. “Por que, desse modo, o olho, motivado por uma emoção cada, produz uma secreção? ”, pergunta o oftalmologista espanhol Juan Murube Del Castillo, da Universidade de Alcalá, em Madri.


A circunstância mais plausível, segundo ele, é que o choro tenha surgido antes da linguagem argumentada, como uma sentença mímica pra noticiar aflição. “O homem neste instante havia esgotado os recursos faciais - como movimentos musculares de erguer a sobrancelha ou de morder os lábios - pra publicar estados anímicos de curiosidade, surpresa ou temor, por exemplo”, diz Murube. “Precisava escolher uma nova expressão no rosto pra dizer ao outro que sentia dor. Em busca das razões biológicas que provocam as lágrimas emocionais, Murube tem estudado, desde 1992, episódios de choro de estudantes de medicina, pela tentativa de descobrir um ponto em comum entre os estados emocionais que desencadeiam o pranto.


Até hoje, por volta de quatrocentos estudantes, de ambos os sexos e com idade entre vinte e três e trinta anos, de imediato responderam a um questionário semanal sobre isto quando, onde e por que choravam. Depois de ver mais de um cem episódios de choro, Murube chegou a várias conclusões surpreendentes. A média de choro emocional entre os adolescentes universitários foi de aproximadamente 3 vezes por semana pra moças e duas vezes para os moços. Chora-se mais às sextas-feiras e aos sábados, pelo motivo de são os dias em que as relações interpessoais aumentam.


A choradeira assim como é mais comum à noite, no momento em que as pessoas saem do serviço, acham a família, vêem os namorados e mergulham em sua existência pessoal. Segundo Murube, as lágrimas emocionais conseguem ser identificadas, em linhas gerais, como “pedidos de ajuda” (angústia física, medo, raiva, humilhação, solidão, angústia) ou como “oferecimentos de ajuda” (solidariedade, entrega religiosa, carinho passional, afeto humanitário, lembranças sentimentais, alegria).


“O choro de pedido de socorro poderá ter surgido entre os seres humanos há uns Ídolo Do Eletrônico, Moby Não Sai De Moradia , simultaneamente ao aparecimento da linguagem dita e à indispensabilidade de expressar conceitos abstratos”, diz Murube. Milênios mais tarde, apareceu o choro de doação de auxílio, que requeria estados psíquicos mais evoluídos e, sobretudo, empatia - o colégio mental e emocional de se botar no espaço do outro. “As lágrimas são um poderoso aparelho de intercomunicação com os demais”, admite Murube. Namoro Ou Amizade? uso das lágrimas pra comunicação aparece nos primórdios da infância. O piá chora para chamar a atenção dos pais e revelar a eles suas necessidades físicas.



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“Trata-se de um artifício típico da espécie humana, cujos filhotes, dependentes, exigem atenção e cuidados durante um bom tempo. Como Arrumar Um Namorado maneira, o choro deve ser agudo e excessivo pra funcionar como um agradável sinalizador”, diz o etólogo César Ades, da Instituição de São Paulo. O choro assim como permite que sejam montados laços de apego entre o garoto e seus protetores.


Como Localizar Um Namorado Com 10 Sugestões (a última Dica A toda a hora Tem êxito) , a moça percebe que, com as lágrimas, pode controlar estabelecidas circunstâncias - ter os pais mais próximos, por exemplo, ou receber uma atenção especial. Porém o choro dos garotos não localiza receptividade em todas as culturas. Entre os tiv, tribo africana do norte da Nigéria, pais e babás desencorajam o choro das crianças rindo delas, tapando tuas bocas e apertando tuas narinas.



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